quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Talvez o nosso fim seja não termos fim

" Talvez o nosso fim seja não termos fim. A gente vai acabar voltando um para os braços do outro, mas isso vai acontecer contáveis vezes e por motivos baseados em carência. Você vai me chamar para ir ao cinema e eu vou aceitar, mas vai ser só isso. Eu vou te chamar para ir almoçar e você vai aceitar, mas vai ser só isso. A gente vai dizer se amar, mas vai ser só isso. Vai ser sempre só e apenas e unicamente só isso. A gente vai se abraçar e sentir o calor que um passa para o outro e vai ouvir o outro falar as besteiras de sempre. A gente vai rir pra caramba e nos divertiremos como se nada tivesse acontecido. A gente vai esquecer o passado porque o que importará será o prazer de estarmos juntos novamente. A gente já esqueceu ou fingiu esquecer. Eu penso que não me afeta e você pensa o mesmo. Finjo que já nem me recordo das dores que me causou e das noites em claro. Finjo tanto e me deixo levar pela alegria instantânea , mas aí de repente vem aquela questão que leva em consideração aquelas coisas básicas do tipo onde foi que erramos. Erramos ao achar que daríamos certo. Até parece que eu mudaria meu jeito para me adaptar ao seu ou que você o fizesse. Até parece que nossas imperfeições se encaixariam assim como nos filmes. Isso não é uma música do Nickelback ou um filme de Hollywood. Isso é a vida. É o dizer que está tudo bem e é também o aprender a caminhar com as próprias pernas. ''

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